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09/08/2026 - MADAME BOVARY - GUSTAVE FLAUBERT

 




Iniciemos a leitura do próximo encontro do Clube do Livro do Seu Bastião!!!

Uma obra francesa levada ao juri por sua crítica a burguesia de sua época, Gustave narra a história de Emma uma jovem sonhadora criada com leituras de romances idealizados. Ela se casa com Charles Bovary, um médico pacato e sem ambições. Frustrada com a monotonia do casamento, Emma busca fugir da realidade através de casos extraconjugais e gastos luxuosos, culminando em um trágico desfecho.














Tradução: fúlvia M. L. Moretto

Especialista francesa, Premiada Jabuti. Aposentada Unesp Araraquara; professora.



O autor...




1821-1880

1857 - seu primeiro romance, um misto de realismo (uma das obras pioneiras) e romantismo. Em 1849 seu romance é lido para os amigos e sentenciado ao fogo. Sendo sua decepção. Depois viaja, lê Odisseia e parte de um fato real para escrita de nossa obra. A composição do livro durou 5 anos. Depreciação dos valores burgueses.

Gustave, 2º de 6 filhos, seu pai era médico.

- Final de sua vida foi marcado por dificuldades financeiras;

- Vai a julgamento pela crítica à sua classe burguesa.

"Emma sou eu".


O livro

O romance trata de sexo e adultério. Uma constante busca na matéria trazendo o resultado do vazio emocional.

"Uma obra de peso" - comentário de Fátima Rosa


Inicia falando de Charles, de seu pai, do casamento de um e de outro. Conhece Emma enquanto cuida da perna quebrada de seu futuro sogro. Enviúva-se, sente o luto, casa.

P.23

" Quando tudo termina, ela o amava.

P.44 Cap V

Auto avaliação de ambos sobre felicidade e casamento. Satisfação

"ela deveria ter-se enganado

Ele:

" cesurava-se por não amá-la, tinha vontade revê-la

REFLEXÃO

Quantas vezes nos levamos pelos impulsos, comodismos, conveniências e nos lançamos em relacionamentos e até mesmo situações de amizade, e profissionais - por não avaliarmos o íntimo, auto conhecimento emocional. E depois disso viver a sofrer, reclamar, culpar o outro, separações dolorosas etc.


P.46

"procurava emoções e não paisagens

(imaturidade)

P.49

"desiludida, nada mais tendo para aprender, não tendo mais nada para sentir

(sem propósitos)

e logo depois percebe que antes vivia a felicidade sonhada

Vida vazia

Realidades individuais experimentadas

Na página seguinte exige do outro o que o mesmo não tem a oferecer.

O tédio em que Emma vivia o casamento, além da falta de propósitos, havia a falta de ofício e também a falta de convivência. 

Evoluímos a partir da convivência social.


O contato com a literatura nos transforma.


P.58, 59

Inebriada com o ambiente realesco, esquecia (comparava-o) com suas origens, vestindo capas protetoras da realidade simples que é singular, a preferir o envolver em um deslumbre infantil.

Ao término da primeira parte conferimos que a falta de ofício de Emma a desequilibrou, forçando dessa maneira uma mudança de endereço para curar "sua doença". Verificamos as resposta de nossos comportamentos, nada mais.

Percebo que na 2ª parte P.82,85 É observada a espiritualidade. Fala-se sobre Deus, religião e seus posicionamentos, natureza e sua esplendorosa impressão:

" o espírito voga.

Não há como fugir desses questionamentos filosóficos enquanto existentes.

P. 120

- Não ter religião?

- Maus livros?

Os personagens enriquecem. O padre, a sogra, a serviçal, o farmacêutico, todos muito importantes para as reflexões.

Ociosidade é sim um problema. Agora, desvirtuar, dizendo que... e impor o comportamento do outro...

O que dizemos das sogras? Das mães?

Uma parceria, ou opositora aos nossos caprichos?


Rodolphe quando conhece Emma já a idealiza e planeja maliciosamente como "apoderar-se" dela.

- Quantos são os que se aproximam de nós com boas e com más intenções?

- E nós? Nos aproximamos dos outros com quais intenções?

P. 162

Hippolyte e sua cirurgia.

Charles tentando superações na profissão.

Padre marcando sua presença: "qual a importância da religião na hora da dor?


P.214

Catedral de Notre Dame - Paris


Concluo pensando na menina - como nossas ações repercutem e interferem nos destinos alheios. Estamos todos interligados.






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