Iniciemos a leitura do próximo encontro do Clube do Livro do Seu Bastião!!!
Uma obra francesa levada ao juri por sua crítica a burguesia de sua época, Gustave narra a história de Emma uma jovem sonhadora criada com leituras de romances idealizados. Ela se casa com Charles Bovary, um médico pacato e sem ambições. Frustrada com a monotonia do casamento, Emma busca fugir da realidade através de casos extraconjugais e gastos luxuosos, culminando em um trágico desfecho.
Tradução: fúlvia M. L. Moretto
Especialista francesa, Premiada Jabuti. Aposentada Unesp Araraquara; professora.
O autor...
1821-1880
1857 - seu primeiro romance, um misto de realismo (uma das obras pioneiras) e romantismo. Em 1849 seu romance é lido para os amigos e sentenciado ao fogo. Sendo sua decepção. Depois viaja, lê Odisseia e parte de um fato real para escrita de nossa obra. A composição do livro durou 5 anos. Depreciação dos valores burgueses.
Gustave, 2º de 6 filhos, seu pai era médico.
- Final de sua vida foi marcado por dificuldades financeiras;
- Vai a julgamento pela crítica à sua classe burguesa.
"Emma sou eu".
O livro
O romance trata de sexo e adultério. Uma constante busca na matéria trazendo o resultado do vazio emocional.
"Uma obra de peso" - comentário de Fátima Rosa
Inicia falando de Charles, de seu pai, do casamento de um e de outro. Conhece Emma enquanto cuida da perna quebrada de seu futuro sogro. Enviúva-se, sente o luto, casa.
P.23
" Quando tudo termina, ela o amava.
P.44 Cap V
Auto avaliação de ambos sobre felicidade e casamento. Satisfação
"ela deveria ter-se enganado
Ele:
" cesurava-se por não amá-la, tinha vontade revê-la
REFLEXÃO
Quantas vezes nos levamos pelos impulsos, comodismos, conveniências e nos lançamos em relacionamentos e até mesmo situações de amizade, e profissionais - por não avaliarmos o íntimo, auto conhecimento emocional. E depois disso viver a sofrer, reclamar, culpar o outro, separações dolorosas etc.
P.46
"procurava emoções e não paisagens
(imaturidade)
P.49
"desiludida, nada mais tendo para aprender, não tendo mais nada para sentir
(sem propósitos)
e logo depois percebe que antes vivia a felicidade sonhada
Vida vazia
Realidades individuais experimentadas
Na página seguinte exige do outro o que o mesmo não tem a oferecer.
O tédio em que Emma vivia o casamento, além da falta de propósitos, havia a falta de ofício e também a falta de convivência.
Evoluímos a partir da convivência social.
O contato com a literatura nos transforma.
P.58, 59
Inebriada com o ambiente realesco, esquecia (comparava-o) com suas origens, vestindo capas protetoras da realidade simples que é singular, a preferir o envolver em um deslumbre infantil.
Ao término da primeira parte conferimos que a falta de ofício de Emma a desequilibrou, forçando dessa maneira uma mudança de endereço para curar "sua doença". Verificamos as resposta de nossos comportamentos, nada mais.
Percebo que na 2ª parte P.82,85 É observada a espiritualidade. Fala-se sobre Deus, religião e seus posicionamentos, natureza e sua esplendorosa impressão:
" o espírito voga.
Não há como fugir desses questionamentos filosóficos enquanto existentes.
P. 120
- Não ter religião?
- Maus livros?
Os personagens enriquecem. O padre, a sogra, a serviçal, o farmacêutico, todos muito importantes para as reflexões.
Ociosidade é sim um problema. Agora, desvirtuar, dizendo que... e impor o comportamento do outro...
O que dizemos das sogras? Das mães?
Uma parceria, ou opositora aos nossos caprichos?
Rodolphe quando conhece Emma já a idealiza e planeja maliciosamente como "apoderar-se" dela.
- Quantos são os que se aproximam de nós com boas e com más intenções?
- E nós? Nos aproximamos dos outros com quais intenções?
P. 162
Hippolyte e sua cirurgia.
Charles tentando superações na profissão.
Padre marcando sua presença: "qual a importância da religião na hora da dor?
P.214
Catedral de Notre Dame - Paris
Concluo pensando na menina - como nossas ações repercutem e interferem nos destinos alheios. Estamos todos interligados.










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